História

 O início da Evangelização dos territórios onde se encontra hoje a Diocese de São Luís de Montes Belos, nos anos de 1950 e 1958, está ligado aos trabalhos desenvolvidos pelos padres redentoristas, dominicanos e agostinianos. No final da década de 1950 chegaram ao Brasil os missionários holandeses da Congregação Passionista. Por indicação do Núncio Apostólico Dom Armando Lombardi, os padres escolheram o Estado de Goiás. Ao saber que os Passionista buscavam regiões no interior para o trabalho de Evangelização, as dioceses de Jataí e Goiás e a Arquidiocese de Goiânia ofereceram paróquias que foram confiadas aos cuidados dos padres holandeses. Foi uma vasta região, a mesma que hoje forma o território diocesano. Com a constituição da Prelazia de São Luís de Montes Belos (aos 25 de novembro de 1961 com a Bula Pontifícia “Cum Venerabilis”) se começou um trabalho de evangelização de forma mais organizada, sobretudo com o seu primeiro bispo Dom Stanislau van Melis (sagrado em 02 de fevereiro de 1963). Mas foi a partir de 1968 que houve tentativas mais objetivas de organizar os vários setores da Pastoral com a criação de comissões de trabalhos (catequese, serviço social, seminário diocesano e juventude).


Nos anos de 1970 a 1980 o marco foi a atividade intensa de cursos de catequese, curso de cantos, Cursilhos de Cristandade (com suas Escolinhas e Ultréias), encontros de jovens e assembléias diocesanas. Alguns traços interessantes de nosso povo foram detectados pelos participantes da primeira assembléia (de 17 de julho de 1973), onde foram estudadas as realidades concretas de nossa Igreja: a) A nossa Igreja, embora num esforço de renovação, é considerada tradicional;b) Há um desnível cultural entre as lideranças e o povo, por ser a maioria dos padres e religiosas estrangeiros; c) Há necessidade de descobrir uma linha de pastoral própria da Prelazia; d) A grande esperança da Prelazia são os leigos, especialmente atuando nos Cursilhos e na Catequese; e) Somos uma Igreja em formação que está se preparando para a sua tarefa de ser presença de salvação para esta porção do povo de Deus. A partir da segunda assembléia da Prelazia temos o esforço de estudar três pontos fundamentais: a religiosidade do povo, as causas dessa religiosidade popular e qual o tipo de Pastoral adequada. Em meados de 1979, o bispo prelado Dom Stanislau escreveu ao Vaticano três pedidos: solicitou que o papa elevasse a Prelazia para a categoria de Diocese; apresentou o projeto “Igreja-irmã” entre a Prelazia e a Diocese de São Carlos-SP e pediu um bispo auxiliar para colaborar na evangelização. Os pedidos foram atendidos pelo papa João Paulo II. Em 29 de dezembro o pontífice nomeou bispo auxiliar Dom Rubens Augusto de Souza Espínola da Diocese de São Carlos.


O papa João Paulo II elevou a Prelazia à categoria de Diocese (em 02 de setembro de 1981). E no dia 25 de novembro do mesmo ano, na catedral, realizou-se a cerimônia de instalação da Diocese de São Luís de Montes Belos pela Bula “Cum Ecclesiae”, data da comemoração do vigésimo aniversário da Prelazia. Com Dom Rubens na coordenação de pastoral, animaram os trabalhos. A 12ª assembléia (de setembro de 1981) assume o tema “Vocação”. No final da Assembléia, Dom Stanislau anunciou a decisão de dividir a Diocese em cinco Regiões Pastorais. Essa divisão tinha por finalidade dar uma resposta mais adequada na animação da Diocese, tanto no que se referia à pastoral, quanto ao atendimento religioso e sacramental.


Em 1986, com seus 75 anos, Dom Stanislau encaminha o pedido de renúncia à Santa Sé, conforme as normas do Direito Canônico. Em 1987 Dom Washington Cruz é nomeado o novo bispo da Diocese de São Luís de Montes Belos. Para organizar e facilitar o trabalho o novo bispo se empenhou na criação dos organismos de comunhão e participação (Colégio dos Consultores, Conselho Presbiteral, Conselho Diocesano de Pastoral, Conselho Diocesano de Administração) em nível diocesano e orientou a criação dos conselhos paroquiais. Também fomentou a vinda de congregações femininas para auxiliar na organização das paróquias sem presbíteros residentes, bem como deu maior espaço aos movimentos de espiritualidade cristã (RCC, ECC e MCC). Procurou dar impulsão à pastoral familiar através de vários encontros de pastorais com essa temática.Também a formação dos leigos foi dinamizada através da Escolade Teologia Pastoral (ESTEP , criada em 1995) e da Escola Social “João Paulo II” direcionada para a formação de líderes políticos. Aos poucos a preocupação pelo trabalho vocacional ganha mais consistência através da reabertura dos seminários diocesanos.


Após a transferência de Dom Washington para a Arquidiocese de Goiânia, é nomeado Dom Carmelo Scampa (30 de outubro de 2002) como novo bispo diocesano. Em 05 de janeiro de 2003, Dom Carmelo é ordenado bispo na catedral de São Luís de Montes Belos e toma posse. No mesmo dia ele lança seu programa de pastoral para consolidar uma Igreja fundada na espiritualidade diocesana, na escuta da Palavra e que seja profética e samaritana. O novo bispo não tardou em dar impulso à formação. Apresentou propostas aos Conselhos de Presbíteros e de Pastoral para a criação das Escolas Bíblicas Diocesanas e lançou o projeto das Santas Missões Populares. Percebendo o desafio da escassez de presbíteros, Dom Carmelo se empenhou com toda a energia no fortalecimento da Pastoral Vocacional e na construção dos Seminários Diocesanos. Com seu estilo de pastor buscou proximidade com o povo para conhecer seus problemas e angústias através das visitas pastorais muito bem programadas.

 

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