O QUE QUEREMOS PASTORALMENTE EM 2018?

Queridos Irmãos e Irmãs, um novo ano pastoral iniciou e, embora conscientes que “não há nada de novo debaixo do sol”, queremos dar continuidade e concretizar nosso terceiro Plano Diocesano de Pastoral que prevê objetivos e atividades a serem realizadas em cada dimensão ou urgências pastorais.

Em primeiro lugar é bom não esquecermos que fazer pastoral é fazer discípulos de Jesus, antes de cumprir um calendário. É o motor de arranque de cada atividade: levar cada pessoa na direção do discipulato, do seguimento de Cristo. Este é e será sempre o objetivo principal de nosso ser Igreja e de nossos trabalhos

Nesta ótica se encaixam também algumas preocupações e perspectivas que é bom não esquecer:

  1. Em primeiro lugar estamos dando uma parada estratégica e pedagógica na ESCOLA BÍBLICA. Caímos na rotina e limitamos a “dimensão bíblica” que deve animar toda a pastoral, à escola bíblica, Portanto, achamos conveniente dar uma parada, procurando rever a caminhada de mais de 12 anos e pensar no que se deve fazer daqui pra frente, para que a Palavra de Deus, de fato, reanime o compromisso da Igreja seja na pastoral, como na evangelização.
  2. Também demos uma parada estratégica no que se refere à Missão Continental. É o quarto ano que estamos envolvidos nisso, mas percebemos que várias comunidades estagnaram e não levaram a sério as propostas feitas pela Diocese. Quem está seguindo o Plano de Pastoral e realmente se comprometeu em dar os passos apresentados, continue no seu trabalho. Quem até agora não se preocupou com o assunto, saiba refletir com seriedade porque a missão não é iniciativa do bispo, mas ordem de Cristo.
  3. Vista a situação concreta de nossa diocese, ainda carente de vocações consagradas, decidimos dar maior ênfase a essa Pastoral, fortificando a equipe de coordenação diocesana; formando equipes regionais de animação e constituindo equipes paroquiais que saibam manter viva a preocupação vocacional nas pastorais e em cada cristão.
  4. Permanece urgente a atenção diária à pastoral ordinária como a catequese, a liturgia, a Pastoral da Juventude, a Pastoral da sobriedade, a Pastoral Familiar, a dimensão caritativa através das pastorais sociais, etc. O esmero no desenvolvimento do que constitui aquela que chamamos de pastoral ordinária é fundamental. É preciso que recuperemos todos juntos o zelo pastoral, a dedicação, a criatividade brilhante e construtiva. Um pastor zeloso faz milagres; um pastor preguiçoso destrói uma comunidade. Falando de pastor não entendo somente o padre, o diácono, a irmã, o agente de pastoral, mas sim cada batizado, cada um de nós.
  5. Estamos vivendo no Brasil o Ano do Laicato e não podemos esquecer de preocupar com o problema. Somos obrigados na formação de leigos capazes de evangelizar. É nossa tarefa tornar o leigo capaz de ser fermento, sal e luz na sociedade, na vida política, social, familiar, cultural etc. O campo específico do leigo é o mundo. Precisamos trabalhar mais neste setor e teremos que chegar no final do ano com o Conselho Diocesano de Leigos formado.

Poderíamos continuar no elenco das perspectivas que temos para 2018 . O que é importante é saber viver pastoralmente cada instante e situação do dia a dia, sem resumir ou reduzir tudo a encontros, eventos, acontecimentos esporádicos previstos pelo calendário de 2018.

Para que isso aconteça cada um deve se abastecer com uma espiritualidade cristã adulta, caso contrário, nada de novo acontecerá, aliás, crescerá a inércia pastoral, justificada sempre com dificuldades que nada mais tentam  encobrir nossa  preguiça  espiritual.

 

                                                                    Dom Carmelo Scampa

                                                                        Bispo diocesano