PENTECOSTES

Caríssimos Irmãos e Irmãs, cinquenta dias depois da Pascoa, Jesus envia o Espírito para que permaneça para sempre na Igreja. Faço simplesmente algumas “anotações” que poderão ser úteis para nossa reflexão.                 

  1.  Antes de mais nada são interessantes os nomes que Jesus usa para indicar o Espírito: Consolador, Advogado, Defensor. Os termos falam por si próprios e indicam a tarefa do Espírito para com todos aqueles que se identificam com Jesus e o seguem. 2.  É o Espirito da Verdade que conduz a Igreja à verdade plena, ao conhecimento daquilo que “agora não podeis compreender”. É uma presença, portanto, ativa, criativa e que tende à plenitude.
  2.  É o Espirito da unidade que faz de muitos um só corpo, leva ao entendimento, à integração, à comunicação plena. O fenômeno das línguas, relatado no livro dos Atos é sintomático. O Espírito faz superar a confusão de Babel e instaura tempos novos de comunhão.
  3. O Espírito é o doador dos dons e dos carismas e “a cada um é dada uma manifestação particular do espírito, em vista do bem comum”. Afirmação bíblica muito forte e que anima a esperança, porque ninguém fica fora desta lógica. “A CADA UM” é dada uma manifestação do espírito.
  4.  O Espírito é o protagonista da Evangelização. É Ele que indica onde ir e onde não devemos ir, como revela a Paulo que tem um plano de evangelização e o Espírito o dirige para a Macedônia.
  5. O Espirito faz lembrar o que Cristo disse. Ele não diz nada de próprio, mas é relacionado a Cristo e impulsiona no seguimento, no testemunho, na missão.

É do Espirito que a Igreja vive. Pentecostes, portanto, só pode ser uma forte esperança que faz revigorar o entusiasmo missionário, a vontade de dar testemunho, de forma destemida, de Cristo.  O Espírito é sabedoria, coragem, fortaleza… é tudo o que é bom.

Caríssimos Irmãos e Irmãs, se nos é dado um Espírito de fortaleza e não de timidez, é a hora de passar à ação e reassumir a missão que conheceu ultimamente momentos de cansaço e de desânimo. É Pentecostes permanente pela Igreja, portanto, arregaçamos as mangas e saiamos de Jerusalém para ir em todos os lugares e ambientes com a força e a coragem do Espírito.                                         

Dom Carmelo Scampa

Bispo Diocesano